
Olha que 3… Santos Populares!
Até 17 de maio
O mês de junho traz os dias quentes de Verão, mas principalmente as memórias e as tradições que tantas cidades portuguesas vivem na celebração e homenagem ao seu santo padroeiro. Junho simboliza a identidade de um povo que se expressa através de três figuras capitais: António, João e Pedro.
Nas obras expostas, o ceramista Delfim Manuel honra a herança dos Santos Populares, reunindo elementos icónicos como as sardinhas, os manjericos, os tronos e os martelinhos. A coleção celebra ainda o espírito festivo através dos balões, dos arcos e da riqueza dos trajes minhotos.
Uma viagem pelas cores, símbolos e memórias dos Santos Populares.
Até 17 de maio, 2026.
Santo António
O homem que o mundo viria a conhecer como Santo António nasceu em Lisboa, em finais do século XII e foi batizado como Fernando.
A imagem mais conhecida de Santo António, mostra-o vestido com o hábito franciscano, ordem à qual se juntou em 1220, em Coimbra, momento em que assumiu o nome de António e partiu na sua primeira missão evangelizadora para Marrocos.
Contudo, em Portugal, a sua representação visual é mais variada: surge por vezes como o jovem Fernando, recordando o seu tempo como menino de coro na Sé de Lisboa. Pode também ser visto com as vestes de Cónego Regrante de Santo Agostinho, a primeira ordem religiosa onde ingressou, por volta de 1210 ou 1211, no Mosteiro de São Vicente de Fora (Lisboa).
A Festa de Santo António, celebrada a 13 de junho, em Lisboa, é mais do que um evento religioso; é uma explosão de identidade cultural que une gerações.
São João Batista
São João Batista assume-se como uma das figuras mais marcantes da arte e da fé, desempenhando o papel crucial de “Precursor” de Cristo. A sua iconografia atravessa os séculos, retratando as várias fases de uma vida entregue ao divino. O seu atributo eterno é o cordeiro, uma referência direta à aclamação “Eis o Cordeiro de Deus”, acompanhado pelo bastão de peregrino em forma de cruz. No deserto, numa existência de extrema austeridade, vestiu-se com peles de camelo e alimentou-se de gafanhotos e mel silvestre, preparando o caminho para a sua missão profética.
A figura austera transfigura-se, séculos depois, no epicentro de uma das maiores festividades populares do país, celebrada a 24 de junho, com destaque nas cidades do Porto e de Braga, onde o sagrado e o profano se fundem de formas singulares.
É a celebração do solstício de verão, a mais importante data para todos os povos da terra desde a mais remota antiguidade. Uma celebração muito antiga que tinha como motivos principais, as colheitas e os elementos da natureza como a terra, a água, o fogo e o sol.
São Pedro
Simão, antes de se tornar Pedro pelas mãos de Jesus Cristo, era um simples pescador. Nascido em Betsaida, nas margens do Mar de Tiberíades, este homem, que a história viria a coroar como o ‘Príncipe dos Apóstolos’, foi o primeiro a reconhecer a santidade de Jesus. Foi sobre essa entrega que Cristo decidiu fundar a sua Igreja, declarando que as forças do mal jamais a venceriam. Ao confiar-lhe as ‘Chaves do Reino dos Céus’, Jesus concedeu a Pedro o poder espiritual de ligar e desligar a terra aos céus, tornando as chaves o seu símbolo eterno.
Em Portugal, São Pedro encerra o ciclo dos ‘Santos Populares’, celebrando-se a 29 de junho. As celebrações são particularmente fortes em localidades com ligação ao mar, entre as quais, Afurada (Vila Nova de Gaia), Póvoa de Varzim, Porto de Mós (Leiria) e Sintra.



















































