
Torre dos Clérigos ilumina-se de verde pela Síndrome de Phelan-McDermid
A Torre dos Clérigos associa-se às comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Phelan-McDermid, iluminando-se de verde na noite de 22 de outubro 2026 para sensibilizar a sociedade para uma doença genética rara que continua praticamente invisível para a maioria da população.
A iniciativa integra um movimento internacional que mobiliza monumentos, instituições e cidades em todo o mundo para dar visibilidade à Síndrome de Phelan-McDermid (PMS), uma alteração genética rara que constitui uma das causas genéticas mais conhecidas de autismo associado a dificuldades intelectuais e do desenvolvimento.
Em Portugal, são conhecidas apenas cerca de 50 famílias com diagnóstico desta síndrome. No entanto, estima-se que possam existir mais de 700 famílias ainda sem diagnóstico, enfrentando diariamente desafios sem uma explicação clínica que lhes permita compreender a origem das dificuldades vividas pelos seus filhos e familiares.
A Síndrome de Phelan-McDermid afeta crianças, jovens e adultos, podendo manifestar-se através de deficiência intelectual, ausência ou perda da fala, epilepsia, baixo tónus muscular e uma elevada tolerância à dor. Apesar de ainda não existir cura nem tratamento específico, especialistas e associações de doentes sublinham a importância do diagnóstico precoce, do acesso a terapias adequadas, da inclusão e do reforço da investigação científica.
Ao associar-se a esta causa, a Torre dos Clérigos pretende contribuir para aumentar a consciencialização pública sobre uma realidade que permanece desconhecida para muitas pessoas e dar voz às famílias que convivem diariamente com esta condição.
De Nova Iorque a Paris, de Sydney a Madrid, monumentos emblemáticos iluminam-se de verde para assinalar esta data. Em Portugal, a Torre dos Clérigos junta-se a outras instituições nacionais nesta corrente de sensibilização, ajudando a espalhar a mensagem de esperança, visibilidade e inclusão.













